A nova moda: Upcycling

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Upcycling ? Sabe aquelas roupas que não usamos mais, que vão ficando pequenas, ou que saíram da moda, os sapatos que já não são mais tão confortáveis e dão espaço aos novos modelos?!  Pois é! O que você fazia ou faz com esse material que, teoricamente, não lhe serve mais? 


Muitas pessoas doam para instituições, realizam bazar para vender aquelas peças que ainda estão em  estado conservado — apenas não lhe é mais útil, e outra parte joga fora. Segundo o site “Diário do Comércio”, no Brasil a maioria das roupas e materiais relacionados à moda, no final da linha, ainda vão para lixões e aterros sanitários.


Diante disso, surgiu o termo Upcycling, que significa aproveitar algo sem valor comercial que seria descartado e transformá-­lo em alguma coisa diferente, com novo uso e propósito, sem passar pelos processos transformadores químicos e físicos da reciclagem. Ou seja, é a reutilização de um material que se tornaria lixo, aproveitando suas propriedades originais. Entendeu?! Bacana, né?!


Podemos dizer então que é a segunda chance de um material já utilizado. A soma do “up” com cycling (de reciclagem) significa dar um status novo e melhor a algo que acabaria, injustamente, no lixo. A diferença é que o material a ser reaproveitado não precisa ser desfeito para renascer — como uma latinha de alumínio que precisa passar por um processo de reciclagem para virar algo novo, por exemplo.


Esse conceito vem ganhando, cada vez mais, prestígio no mundo e está se tornando uma nova tendência mundial em diversos setores e é pouco comentado em nosso país. Em Londres está em alta. A universidade London College of Fashion tem um setor que estuda o Upcycling há três anos, como uma das alternativas para o mundo da moda e ainda conta com apoio governamental. Na verdade, o Upcycling é apenas um novo termo, mas não um novo fenômeno. Desde a pré-história, uma pedra, ressiginificada, poderia se tornar uma ferramenta de corte.


Apesar de não tão conhecido aqui no Brasil, nós temos empresas que já investem no conceito como, por exemplo, a Insecta Shoes, uma marca gaúcha, que emprega métodos artesanais para transformar em oxfords, botas e, a partir de agora, também em sandálias, tecidos de roupas descartadas. Os sapatos são unissex, com modelos sempre exclusivos e veganos, sem uso nenhum de matéria-prima de origem animal. São produzidos no Brasil com venda o mundo todo.

 

Outra empresa que tem investido na proposta é a Acorda. A Acorda nasceu há dois anos no Rio de Janeiro e tem encantado, transformando tecidos que eram descartados pela indústria da moda em pochetes e bolsas divertidas e coloridas. É uma marca de moda urbana, Upcycling, contemporânea, slow fashion e sustentável que tem se destacado com sua cadeia produtiva que vai na contra mão do fast fashion!


Vamos abrir os olhos para a oportunidade de salvar aquele tênis velho, né?!

Quem sabe ele fica superbacana e você não vê aí aquela brechinha de começar a expandir mais o upcycling no Brasil!

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