Escolha profissional: uma difícil tomada de decisão

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As escolhas são questionamentos comuns durante toda nossa trajetória de vida, assim como as escolhas profissionais. Porém não é um problema exclusivo dos jovens, mas é na adolescência que esse desafio surge com maior intensidade.

Segundo Bohoslavsky (2007), a identidade ocupacional não é vista como algo definido, mas sim “como um momento de um processo submetido às mesmas leis de dificuldades daquele que conduz à conquista da identidade pessoal”. Por esses motivos, a escolha profissional tem sido realizada, em muitos casos, de forma imatura, não sendo incomum encontrar jovens insatisfeitos com suas decisões.

O processo de escolha traz sentimentos desconfortáveis, tais como: medo, dúvida, angústia, confusão, incerteza, receio e insegurança. Um dos motivos de intensificação desses sentimentos se refere à maneira de visualizar o processo, pois o adolescente tende a sustentar a ideia de que a escolha é para a vida inteira e definirá seu futuro e seu lugar na sociedade, descartando a possibilidade de mudanças. (LARA et al. 2005).

Deste modo, os objetivos da orientação profissional é propiciar um amadurecimento emocional pelo autoconhecimento; desenvolver o seu potencial e impulsionar o homem para o mundo; construir autonomia e levar informação profissional. Todo o trabalho pode ser realizado através de atividades que envolvam: entrevistas iniciais, levantamento de interesses, dinâmicas sobre autoconhecimento, família, sociedade, rodas de conversas, testes vocacionais, palestras, workshops e visitas as Faculdades ou Universidades.

Dessa forma,um psicólogo especialista em escolha profissional, se apresenta como um dos recursos de auxílio para esse jovem. Pois, além de fornecer informações, promover o reconhecimento das influências existentes no processo, proporciona reflexão, especialmente em relação ao que sustenta a escolha, para que esta seja mais consciente.

Claro que não há uma regra. Mas a melhor escolha será aquela que o jovem se percebe mais seguro e confortável. Ele precisa conseguir vislumbrar seu futuro na profissão. Não é ruim que hajam influências, mas é fundamental identificá-las para que cada um possa fazer seu próprio julgamento a respeito de cada uma delas.

Assim, é muito importante a análise de todos os seus valores, estabelecer o que considera importante, o seu projeto de vida, para não realizar uma escolha que destoe do seu jeito de ser.

 REFERÊNCIAS

BOHOSLAVSKY, R. Orientação vocacional: A estratégia clínica. 12ª ed. São Paulo: Martins Fontes. 2007.

LARA, L. D. et al. O adolescente e a escolha profissional: Compreendendo o processo de decisão. Arq. Ciênc. Saúde Unipar, vol. 9, n.1 (jan-abr). 2005.

 

Paulo César Borges de Sousa Filho – Especialista em Avaliação Psicológica e Especialista em Psicologia Escolar Educacional.

 

 

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