Saia debaixo da Mesa!

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Amigo, você que tantas vezes fica a se perguntar: Como resolvo minha vida? Porque as coisas não mudam para mim? Porque eu tenho tantos problemas?

Afirmo: “Em um tempo, na sua infância, já foi lhe ensinado sobre todas estas coisas! Você sabe como resolver a situação que esta passando agora. Todas as respostas para as suas perguntas estão em você”. Vou lhe recordar.

Hoje, te convido a fazer uma viajem no tempo e ir ao encontro da sua infância. Imagina que você tem agora um ano de idade. Pense em você pequenino, se escondendo do seu responsável, do papai, da mamãe, da vovó, do vovô, da titia… e resolve se esconder debaixo de uma das mesas da sua casa. Divertindo-se, entra e sai debaixo da mesa com muita facilidade. O tempo vai passando e você cresce. Pouco a pouco a sua cabecinha começa a se aproximar da quina da mesa e já ouve sermões: “Cuidado com a mesa. Presta atenção!”. Logo, a idade avança e lá esta você correndo pra debaixo da mesa e bate a cabeça: “Oi, eu falei pra prestar atenção!”. Dos 4 aos 5 anos, você já sabe que baterá a cabeça e deverá abaixar-se para entrar. Aqui está um dos ensinamentos extraordinários, que te responde como agir.

Vamos estudar o “entrar debaixo” da mesa: Todas às vezes que entramos na vida de alguém ou que resolvemos vivenciar uma nova situação, o primeiro impacto é o emocional. Os pensamentos tomam forma e trazem ao nosso coração a reflexão do que fazer para conquistar aquele espaço desejado, como fazer para participar de algo que você considera no momento como inovador, divertido, bom pra você. Então, pensativo você olha a situação(pra baixo da mesa) e decide entrar. Começa a entrar devagar (engatinhando) e por um tempo vai pesquisando a área. Pouco a pouco você vai crescendo e percebe que dá pra entrar andando. Logo, logo, seu corpo estica mais e passa a ter que se curvar. Assim é nas nossas vidas, tudo que escolhemos investir, no início devemos pensar se é o que realmente queremos. Logo que percebemos que dá pra nós, entramos de cabeça, nos lançamos e vamos adquirindo confiança. Com o passar dos dias, a autoconfiança torna-se tão grande que acabamos por quebrar a “cara” (bater o rosto na mesa), porque a arrogância não nos leva a lugar nenhum. Passamos a ter que nos inclinar se quisermos conseguir algo. Ao inclinar, chegamos à conclusão que não dá mais para ficar em pé, pois a mesa já ergue com você: “Quanto mais poderes, mais responsabilidades. Quanto mais vocêconhece, mais lhe é cobrado. Quanto mais você quer, mais lhe é exigido”.

Desta forma você terá três escolhas: a de sentar-se, carregar a mesa nas costas ou inclinar-se para evoluir.

Se você resolve sentar, decidirá pela a acomodação. Aceitará viver a vida do jeito que está, sem mudanças, sem evolução, sem crescimento material ou espiritual. Esta tudo bem, se você não comer hoje, amanhã come, se hoje esta aqui ou ali… Você sabe que tem a oportunidade de erguer-se, mas é responsabilidade demais, cobranças e exigências que você não suporta.

Na decisão de erguer-se, terá que carregar a mesa para ter que ir conquistando outros territórios. Acontece que a responsabilidade aumenta porque as pessoas esquecem que você está carregando o móvel e começam a colocar pesos em cima: copos, pratos… Até sentam nela.  Durante as refeições você ouve as conversas não agradáveis e escuta os desabafos, os desentendimentos… Mais coisas para você resolver, porque você não conseguiu suportar este “blábláblá” todo dia. Então junta os seus problemas com os problemas alheios, lhe sobrando uma opção: Sair debaixo. Você reclama de dores nas costas, nas pernas, não consegue descansar e nem dormir legal porque o corpo e a mente estão no esgotamento. Seu estado está depressivo a ponto de um colapso. Mas sua arrogância é maior: “Vou conseguir carregar o problema (a mesa)”.

Foi fácil entrar na mesa, contudo, difícil será sair. Para sair você deverá curvar-se o máximo que pode e andar devagar por um tempo, como “pisar em casca de ovos”, até que venha sair da mesa e após alguns segundos, respirar fundo, erguer a coluna devagar, esticar as juntas e perceber que você cresceu absurdamente e que a mesa já “não lhe pertence mais”. O referencial “mesa” já é visto por outro ângulo. Aqui você tem mais um extraordinário ensinamento: na vida é preciso inclinar-se, curvar a cabeça, humilhar-se e ter paciência por um tempo. Caminhando devagar na resolução dos seus problemas. Logo estará frente a ele (as pessoas em diálogo ao redor do móvel) participará da partilha e retirará os objetos que lhe pesavam sobre os ombros, definindo o que lhe pertence e o que pertence ao outro. Você não pode resolver tudo, carregar tudo em suas costas.

É preciso dividir a labuta, as tarefas do dia-a-dia.

Agora, ao colocar as coisas em seu devido lugar, erga-se e sentirás uma imensa vontade de voar!

A escolha é sua. Então, topa resolver seus problemas? Saia debaixo da mesa!

Autora:

Adriana Kally – Filósofa, Coach Professional and Personal, Palestrante.

 

 

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