Coaching Cognitivo

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Para melhor entender este texto, vou esclarecê-los  a nomenclatura coaching…

Coaching: É o processo

Coach: O profissional em coaching

Coaches: Plural de coach

Coachee: É o cliente (aquele que passa pelo processo)

Coachees: plural de coachee

Nos últimos tempos, tenho estudado a cognição em um coachee durante os treinamentos e atendimentos. O processo de coaching pode utilizar uma abordagem cognitiva, isto é, trabalhar na raiz dos problemas, relacionando crenças, estratégias compensatórias e esquemas que a pessoa articula sem se dar conta que culminam num determinado padrão de comportamento.

Através desta técnica, o profissional pode descobrir alguns porquês de como age, tem como desarmar essa estrutura comportamental e estruturar outra mais funcional, ou seja, mais produtiva e eficiente, e em menor tempo, levando aos resultados desejados.

Conceito de Cognição

“Conjunto de habilidades cerebrais, mentais, necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo. Tais habilidades envolvem: pensamento, raciocínio, abstração, linguagem, memória, atenção, criatividade, capacidade de resolução de problemas”.

A Teoria do Desenvolvimento Cognitivo mais compreensiva é a do psicólogo suíço Jean Piaget. Ele passou a observar crianças, inclusive seus filhos, para melhor conhecer a cognição. Segundo Jean Piaget, “o conhecimento é fundamental para compreender como a criança aprende”.

No coaching com adultos, tenho percebido que quanto mais o coach desenvolve técnicas ou perguntas poderosas, para que o coachee se descubra, mais o coachee se conhece. As ferramentas coaching (perfil comportamental, exercício de predominância sensorial, tríade do tempo, crenças e sonhos, life gear entre outros) ajudam neste processo.

Esse conhecimento permite ao coach, através das diversas ferramentas impactantes,  lidar com o coachee e permite ao coachee preparação para lidar com ele mesmo e com as situações vivenciadas no dia a dia.

Destacamos entre outras:

– Faz o coachee conhecer seu perfil comportamental, descobrindo seus pontos de melhoria;

– Faz através da ferramenta tríade do tempo, organizar e cronometrar melhor suas tarefas diárias, planos, projetos;

–  Na ferramenta crenças e sonhos, descobrir suas crenças limitantes que tem impedido a sua evolução;

–  Nos exercícios reflexivos de predominância sensorial descobrir como se conecta com o mundo e como o mundo se conecta com você, aprendendo a perceber e administrar impulsos emocionais quando você é atingido.

É importante entender que o coachee já chega até o coach, acreditando que já se conhece, ou seja, com conhecimento formatado por crenças limitantes. O coachee já chega ao encontro do seu coach  dotado de razão. Ele pode até ter o seu foco, mas por muitas vezes não sabe como trilhar do ponto que está ao ponto desejado.

Aqui entra um conceito também de Jean Piaget onde ele diz :

“Nós somos dotados de razão,  mas a razão é só uma potencialidade que precisa ser desenvolvida no decorrer da vida”.

Encarar estas potencialidades, que precisam ser desenvolvidas, resultado destas ferramentas exercitadas pelo coachee, revela um sabotador muito forte chamado “Medo”. O coachee ao ter o resultado à sua frente, ou se satisfaz com o resultado ou se desconhece: “eu sou isto aqui?”.

“Medo” de assumir-se, de enfrentar-se, de evoluir seu verdadeiro eu, traz para a mente a negatividade: incapacidade, desmerecimento, exclusão, condenação, julgamento, entre outros.

A resistência do meio faz com que crie um novo esquema mental. Seus esquemas precisam ser aperfeiçoados. É interessante aqui, o coach usar a “lógica”, a “razão”,palavra ou discurso”, uma maneira específica de fazer o coachee “raciocinar”, “pensar de forma correta”, usar a “inteligência”. Desenvolver suas potencialidades exatamente quando você não sabe o que vai fazer.

Com o pensamento lógico é que se constrói. Um dos termos usados pelos coaches que define este momento é: “Desaprender para aprender da forma correta”.

 Como diria Jean Piaget: “Há uma lógica no erro”.

Para Jean Piaget “a lógica da criança não apenas se constrói de maneira progressiva, como também se dá de maneira diferente da do adulto”.

Todavia, digo que em ambos se aplica o termo “Fazer é compreender”. Tanto no exercício das habilidades motoras das crianças como nas dos adultos, se compreende em ação.

Então são importantes as dinâmicas para o coachee adulto, pois quanto mais ele as pratica, mais utiliza “o pensamento, o raciocínio, a linguagem, a abstração, a memória”. Mais o cérebro capta as informações,  desenvolvendo e assimilando com melhor facilidade. O Coachee estimulado é um indivíduo pronto para trilhar sua trajetória até o estado almejado.

As dinâmicas mais utilizadas nas ferramentas coaching é a linguagem e a escrita. Então o coach deve proporcionar acréscimo para estas ferramentas, como: som ambiente para estimular a audição; atividades visuais como vídeos, desenhos, dream board entre outros.

A aprendizagem deve ser construida de forma interna, afim de fortalecer as potencialidades, ressignificar as situações ou vivências negativas, estimular ao foco, ao propósito, a missão, ao legado.

O objetivo do coach não é tornar o coachee dependente do coaching, mas transformá-lo para que ele seja capaz de transformar.

O coachee deve entender que no meio da multidão ele é o indivíduo pronto para “Ser”. Compreender sua existência como único e insubstituível. Aceitar que é capaz e merecedor do melhor. Que sua história de hoje pode ser melhorada amanhã. Que crenças limitantes como “pobre morre pobre”; “homem não presta”; “mulher nasceu para submissão e subserviência”; “dinheiro demais faz mal”; “filho de peixinho, peixinho é” entre outras, foram criadas para limitá-lo e devem ser apagadas de sua mente.

Pode-se fazer diferente. Pode-se vencer e chegar aonde pensávamos que não chegaríamos, quando desapegarmos destas formas educacionais para aprender da forma correta, Se permita, hoje.

Você que ainda não teve o prazer de conhecer o coaching, convido-o a fazer treinamento e/ou atendimento.

Seja bem vindo.

Adriana Kally – Filósofa, Coach Professional and Personal, Palestrante.

 

 

 

 

 

 

 

 

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